Novas Recargas

Controlo de Portes

ok

Carrinho de Compras

Seu carrinho de compras está vazio.Adicionar produto
Seu carrinho de compras está vazio.

Área de Cliente

Newsletter

Email:


Registo/Login



Enviar por E-mail

Tudo sobre a Nicotina (e o seu efeito viciante).

Somos diversas vezes confrontados com informações que circulam na internet, onde se afirma que os Cigarros Electrónicos causam o mesmo efeito viciante que os cigarros tradicionais. Trata-se de mais uma arma para denegrir o potencial deste revolucionário dispositivo.

A verdade é que o Cigarro Electrónico não surge com a intenção de ser uma alternativa para deixar de fumar (como inventam e circula por aí), mas sim como alternativa eficaz para deixar de fumar cigarros tradicionais. Deixaria de ser eficaz, se estes dispositivos não dessem aos seus utilizadores a possibilidade de consumirem nicotina, responsável por manter uma ligação de dependência aos cigarros tradicionais.

Que se compreenda de uma vez por todas, que os Cigarros Electrónicos NÃO SÃO considerados como uma alternativa para deixar de fumar, são apenas dirigidos a fumadores adultos, que sabem e reconhecem os malefícios de fumar, mas que querem optar por fazê-lo de uma forma mais saudável, sem tabaco, sem alcatrão, sem monóxido de carbono e sem os mais de 4000 químicos que contêm os cigarros convencionais.


Mas terá a Nicotina um efeito tão negativo na nossa saúde?


A GLOW visitou o site da TobaccoHarmReduction.org (organização para a redução dos danos causados pelo tabaco) e decidiu traduzir uma das páginas do seu website, na tentativa de levar aos nossos leitores informação e pontos de vistas emitidos por médicos e cientistas, que nos pareceu ser fonte fidedigna, imparcial e justa sobre os efeitos da Nicotina na nossa saúde.


Diz a Tobacco Harm Reduction Organization:

Continua-se a falar sobre o fornecimento de uma fonte menos nocivos de nicotina. Mas não constitui a própria nicotina um malefício para a nossa saúde?

R: Não, a resposta é Não.


Segundo esta mesma fonte, os efeitos da Nicotina, por si só, são idênticos ao desta outra droga tão popular de seu nome Cafeína. Não existem evidências de que a nicotina provoque riscos substanciais de cancro e pesquisas demonstram que o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares provocadas pelo seu consumo são mínimas. A confusão acerca da Nicotina é provocada pelos activistas anti-tabaco, que falam da Nicotina e do Fumo como se tratasse da mesma coisa. Embora seja uma verdade que as pessoas fumem por causa da nicotina, também é verdade que estas morrem maioritariamente por causa do fumo.

Nem a Nicotina nem o café são completamente benignos, ambos causam a curto prazo, um aumento na pressão arterial e um aumento na pulsação, o que poderá afectar a saúde. São diversas as evidências que demonstram que beber café representa um risco mínimo para a nossa saúde. No entanto, estudar a Nicotina torna-se um pouco mais difícil, uma vez que a maior parte das pessoas que ingerem a nicotina, fazem-no através do fumo (e o fumo é péssimo para a nossa saúde). Poderíamos considerar evidente o seguinte: Se a Nicotina tivesse um efeito assim tão prejudicial para a nossa saúde, então ingerir tabaco sem fumo que fornecesse nicotina seria igualmente prejudicial à nossa saúde. A verdade é que já foi demonstrado que não é esse o caso.


Embora a Nicotina seja relativamente segura para a maior parte das pessoas, esta pode causar um efeito negativo no desenvolvimento dos fetos e como tal o seu consumo deve ser evitado durante a gravidez.

 

A Nicotina não é viciante?

Esta questão é um tanto ao quanto complicada de responder, uma vez que não existe uma definição científica para a palavra “viciante”. Nós sabemos que algumas pessoas tentam descontinuar o uso da Nicotina, mas acabam por voltar ao seu consumo, e é isso que poderá levar à tradicional definição de “Vício” ou “Ser Viciante”.

De facto, essa é uma das razões pela qual pensamos que a redução de danos causados pelo seu uso se torna tão importante - se todos que usam nicotina pudessem simplesmente parar ou largar, então o objectivo de alguns defensores do anti-tabaco "de levar todos a deixar de fumar” não seria assim tão absurdo.

Muitos são aqueles conseguem deixar de fumar, por isso a nicotina não é claramente um pesadelo. Existem muitos fumadores que não tiveram qualquer tipo de problema em deixar de fumar, enquanto outros fumam, mas não regularmente.

Ao que parece algumas pessoas parecem defender que o efeito viciante da Nicotina por si só é uma terrível doença (mesmo que estes não tenham uma boa definição para a palavra “viciante”). Se se está viciado em algo, essas pessoas consideram que o melhor é parar e desistir, mesmo se esse algo estiver a fazer-lhe mais bem do que mal.

Aparentemente essas pessoas irão preferir que se sofra a dor de deixar esse algo – apenas porque está “se está viciado”.

Consideramos esta posição absurda e até mesmo cruel. Até concordamos que quando alguém está obcecado por algo e isso tem um efeito negligente na “condução” da sua vida, então ajudar essas pessoas é um objectivo extremamente válido.

Mas quando alguém tem um hábito que não o esta a afectar tanto assim - então porque havemos de tornar a vida dessas pessoas miserável e insistir para deixar?

Claro que fumar afecta e muito a saúde das pessoas, mas a ingestão de Nicotina por si só não deve ser colocada no mesmo “barco”.

É triste e frustrante saber que algumas pessoas são tão obcecadas em acabar com o vício da Nicotina, ao invés de tentarem reduzir o seu impacto na saúde, que dizem aos utilizadores de tabaco que devem deixar de fumar completamente ou então acabarão por morrer disso.


Uma vez que existem diariamente tantas pessoas a tentarem deixar de fumar sem conseguirem, esta atitude condena milhares de pessoas a morrerem desnecessariamente de forma a manterem o seu vício da nicotina e continuarem expostas ao fumo e ao monóxido de carbono do fumo do tabaco.


Será que a Nicotina tem benefícios?

R: SIM, existem benefícios.

Para algumas pessoas, a Nicotina fornece os mesmos benefícios que obtêm do consumo da Cafeína ou Ritalina: ajuda-os na concentração e a serem mais produtivos. Para algumas pessoas a Nicotina ajuda no alívio do stress, ansiedade e pânico. Para aqueles que sofrem de doenças mentais graves, a nicotina parece ajudar a fornecer tranquilidade, o que provavelmente poderá explicar “o porquê” de grande parte dos pacientes com problemas psiquiátricos fumarem.

Suspeita-se também que a Nicotina seja uma das razões para uma baixa incidência da doença de Parkinson entre os fumadores e aqueles que a têm, a nicotina aparentemente reduz os sintomas associados. Infelizmente e porque a Nicotina é tão estigmatizada, existe menos informação acerca da mesma ao invés do que seria desejável, por isso não temos provas científicas suficientes que comprovem todos os seus benefícios.

Correndo o risco de parecermos politicamente incorrectos, constatámos o óbvio: Os Benefícios são uma coisa boa. Muitos são os que reconhecem que conseguem obter benefícios psicológicos imediatos através do consumo da Nicotina, e por isso não surpreende que continuem a usá-la. Pensemos nisto: A maioria das pessoas na sociedade ocidental já experimentaram ou usaram nicotina em algum momento durante a sua infância ou adolescência, mas relativamente poucos deles a adoptam como um hábito.

Não faz então sentido que aqueles que a continuaram a usar sentiram benefícios substanciais, enquanto os outros não?


As pessoas que retiram os maiores benefícios do fumar são as pessoas que irão continuar a fumar (viciados) apesar dos impostos cada vez mais altos, dos edifícios sem tabaco, e de todas as mensagens e pressões para deixar de fumar. Assim, ao tornar o fumar cada vez mais desconfortável, enquanto ao mesmo tempo se esconde que existem fontes de nicotina muito mais seguras, os defensores anti-tabaco/anti-fumo estão a prejudicar as pessoas que sentem que a nicotina é um remédio para os seus problemas psicológicos.

Leis contra o fumar em espaços públicos são elogiadas pelos defensores anti-tabaco/anti-fumo por tornarem mais fácil o acto de desistir de fumar por parte dos fumadores. Mas quando se  diz que fumar não tem qualquer benefício passa a ser claro que tornar mais fácil deixar de fumar o que realmente significa é o tornar a vida dos fumadores tão desagradável que o custo excede os benefícios mesmo quando os benefícios são altos.

Não conseguimos comparar se os benefícios do uso da nicotina compensam os custos de comprá-la e os possíveis baixos riscos para a saúde. Esta é uma decisão que as pessoas devem fazer por si próprias e devem fazê-lo com base numa capacidade de julgamento amadurecida, um completo entendimento dos verdadeiros custos e conhecimento de seus próprios benefícios pessoais.


Os defensores anti-tabaco/anti-fumo deveriam ter em mente que alguns utilizadores têm benefícios com o uso da Nicotina, que estão dispostos a assumir os enormes custos para a sua saúde, pelo facto de fumarem. A resposta humanamente óbvia seria tornar esses riscos menores, colocando à disposição alternativas ao fumo do tabaco. Por outro lado, a estratégia oposta, de aumentar esses custos até que estes excedam os benefícios, “obrigando” as pessoas a deixar de fumar e tornando-as miseráveis, é miserável e cruel.

 

Mas não é a Nicotina…?

- Mas não é a Nicotina usada como insecticida? Mas não é a Nicotina pura altamente tóxica? Mas será que a dose de Nicotina contida num maço de cigarros é letal?


Sim , sim . E depois?


Muitos dos defensores anti-nicotina tentam assustar as pessoas com provas científicas, que apenas servem para confundi-las. A planta do tabaco produz Nicotina como insecticida natural, que pode ser concentrada para uso de insecticidas artificiais. Isto não pode de modo algum ser considerado chocante – muitas dos químicos das plantas que gostamos fazem parte dos seus próprios mecanismos de defesa. Muitas das plantas que comemos contêm insecticidas naturais, que por um lado servem para envenenar insectos e por outro fornecem benefícios às pessoas que as consomem.


Também é verdade que uma gota de Nicotina pura pode ser mortal e que se concentrássemos a Nicotina existente num maço de cigarros (ou de um produto farmacêutico com Nicotina) e a ingeríssemos de uma só vez, poderia muito provavelmente ser fatal. Mas mais uma vez, e depois? Se ingeríssemos a comida de um dia de uma só vez, isso provavelmente também iria ser letal, mas é totalmente inofensivo se a distribuirmos ao longo do dia. Isto pode até parece uma analogia um pouco ridícula, mas não menos ridícula que dizer que uma grande dose de Nicotina (ingerida de uma só vez) seria mortal. Em nenhuma destas hipóteses se fala do uso seguro da sua utilização normal, certo?


Eis o que dita a toxicidade de algo: “A dose faz o veneno”. O quanto baste de qualquer coisa, ingerido rapidamente e de uma só vez, poderá ser mortal (incluindo comida e água). Por mais medicinas que existam, o corpo humano tem a sua própria medicina, ingerir a água de uma garrafa inteira de uma só vez, poderá ser letal.

De qualquer modo, é melhor voltarmos às evidências científicas. As pessoas que consomem Nicotina durante um longo período de tempo, desde que não ligado ao fumo do tabaco, sofrem poucos efeitos adversos para a sua saúde. Se a Nicotina fosse mortal, seria de esperar que estas pessoas morressem prematuramente e isso não acontece.

Será que o uso de alternativas que não usem tabaco nem fumo são uma “porta aberta” para que as pessoas comecem a fumar?

Não existem evidências reais de que alguém que nunca tivesse fumado, passasse a fumar pelo facto de usar outros métodos alternativos, sem tabaco e sem fumo.


Alguns activistas que são contra o uso de métodos alternativos sem tabaco e sem fumo, chegaram à conclusão que não têm bases científicas legítimas que lhes permitam afirmar que há grandes impactos para a saúde associados ao seu uso, pelo que tentam procurar outros argumentos. Um deles é alegar a tal hipótese de se “abrir uma porta” para as pessoas começarem a fumar, quando estas optam inicialmente por alternativas sem fumo e sem tabaco.


Verdade ou mentira, esta alegação é irrelevante quando se fala em redução de danos, tendo como principal alvo as pessoas que já fumam. Faz sentido que as muitas pessoas que gostam de usar um produto derivado do tabaco possam vir a gostar de usar um outro, apenas porque gostam de usar Nicotina. No entanto isso não quer dizer que se o primeiro produto não tivesse existido, essas pessoas nunca teriam experimentado o segundo. Muito provavelmente essas pessoas teriam experimentado o segundo produto em primeiro lugar. O argumento da “porta aberta” pretende justificar que as pessoas nunca começariam a fumar, a não ser que já tivessem usado outras alternativas sem fumo e sem tabaco, o que parece improvável quando a cultura dos cigarros tradicionais é tão comum.

Em qualquer dos casos, se o argumento da “porta aberta” fosse verdadeiro, teríamos que eliminar as alternativas sem tabaco e sem fumo para evitar que isso acontecesse, o que seria uma opção terrível, que deixaria os utilizadores de tabaco sem uma boa alternativa para reduzir os danos para a sua saúde.


Mais importante, se houvesse na realidade esse efeito de “porta aberta”, a mensagem de redução de malefícios para a saúde é a melhor forma de lidar com este assunto.

A predominante falta de informação de que os métodos alternativos sem tabaco e sem fumo são tão prejudiciais à saúde como fumar os cigarros tradicionais, transmite aos seus utilizadores a seguinte mensagem: “Pode fumar!”

Esta mensagem irresponsável, traduz algo parecido com: “Se usar Nicotina e preferir os cigarros tradicionais aos outros métodos alternativos sem tabaco e sem fumo, então força....fume!”.


Os defensores anti-tabaco e anti-fumo tendem a tratar os utilizadores de tabaco como se eles fossem uns idiotas completos – como crianças desamparadas que não têm a capacidade de tomar uma decisão racional e que precisam de ser manipuladas. Nós pensamos de outro modo. Pensamos que muitos dos utilizadores de tabaco, irão escolher um produto que em média é 95% menos prejudicial à saúde, assim que “alguém desvendar” a propaganda existente e os deixe escolher a melhor opção. Aí sim a tal “porta aberta” passará a ser uma “porta de saída”, deixando de ser uma entrada para se começar a fumar.

Este texto foi traduzido pela Admin. GLOW e transcreve na integra a página do website da Tobacco Harm Reduction Organization na secção “Tudo acerca da Nicotina”

Fonte: http://www.tobaccoharmreduction.org/faq/nicotine.htm

É missão da GLOW levar aos nossos leitores informação seleccionada e de qualidade, com o intuito de esclarecer todos aqueles que se deparam diariamente com contra-informação sobre temas tão delicados.